Solanáceas

no Brasil

GRÃO DE POLEN


O polem pelas características especiais da parede externa, quimicamente muito estável e morfologicamente muito variada, permite uma grande diversidade de estudos taxonômicos, morfológicos e paleobotânicos (Salgado-Labouriau, 1971).

No Brasil a morfologia polínica das Solanáceas foi considerada sob o aspecto taxonômico por Salgado-Labouriau, Carvalho e Cavalcante (1969), Salgado-Labouriau (1973), Wiebke & Wiebke (1974) e para espécies de Schwenckia (Carvalho, 1978) e Metternichia (Carvalho, 1986).

As pesquisas que vem sendo desenvolvidas no Brasil demonstram que a palinotaxonomia tem sido pouco estudada embora seja significativa na delimitação de gêneros e espécies, conforme se observou nos estudos para espécies coletadas no Rio de Janeiro (Batista e Esteves, 1994; Verçoza e Côrtes, 2001; Franklin e Esteves, 2002), Bahia (Cestrum Silva et al., 2003) e Santa Catarina (Barth e Duarte, 2008).

- “Os resultados obtidos para as espécies do gênero Solanum nas restingas do Rio de Janeiro apresentam características semelhantes, mas também, apresentam características marcantes relacionadas à variação morfológica das aberturas e a ornamentação da sexina, que permite separar a maioria dos táxons e que pode ser de grande auxílio na delimitação específica “ concluíram Batista-Franklin e Esteves 2008).

Estudos de Melissopalinologia (amostras de mel) permitem determinar a família botânica do polem e ainda avaliar as características organolépticas e pureza do mel, alem de detectar adulterações desse alimento ( Santos,1963 e Barth, 2004). Abre também perspectivas de pesquisas úteis ao progresso do conhecimento do comportamento biológico das abelhas, Há também a possibilidade de identificação das plantas tóxicas que interferem nessa elaboração.

Ilustrações: microscopia óptica e eletrônica.

Referência bibliográfica: BANCO DE DADOS  

Glossário:

Barth, M.O. e Melhem,T.S.,1988 .Glossário Ilustrado de Palinologia,Ed.Unicamp,75 pp.

Punt W, Hoen ,P.P.Blackmore,S, Nilsson S, Le Thomas A. 2007 Glossary of pollen and spore  terminology. Rev. Palaeobot. Palynol. 143. (1-2): 1-81.